AYOA: uso há anos e continuo a não encontrar substituto
- Daniel Lança Perdigão

- 6 de ago.
- 3 min de leitura
Há ferramentas que se experimentam. E há outras que se instalam na forma como pensamos, sem pedir licença. A Ayoa é do segundo tipo.

Imagem extraída do site AYOA
Comecemos pela declaração de interesses.
Colaboro com a Ayoa desde 2018, como embaixador, formador certificado e parceiro que testa funcionalidades em alpha e beta. Não sou neutro e não vale a pena fingir que sou. Mas fui utilizador muito antes de ser parceiro, e essa ordem faz diferença no que se segue.
Não são mapas mentais com tarefas ao lado. É a mesma coisa.
Mapas mentais, quadros de tarefas e whiteboards vivem no mesmo espaço, com vistas em Canvas, Kanban e Gantt conforme a pergunta que se faz. Uso tudo. Para pensar, para sistematizar informação, para gerir projetos pequenos e médios, para comunicar pelo chat interno. Parece simples. Não é. Poucos produtos nos levam da nuvem confusa até ao entregável sem obrigar a mudar de aplicação e, pior, de cabeça.
Há ainda um detalhe que raramente aparece nas comparações: o desenho é neuroinclusivo, com tipos de letra para dislexia, modo de foco e captura rápida de ideias soltas. Numa sala de formação, isso deixa de ser marketing e passa a ser alguém que consegue acompanhar.
Dois projetos que não sobreviveriam a uma folha de cálculo.
O primeiro, num cliente, pequeno em dimensão e traiçoeiro no resto. A Ayoa geriu três coisas ao mesmo tempo: o projeto, a comunicação e a documentação, ou seja, o conhecimento que costuma evaporar-se no dia seguinte ao encerramento.
O segundo, interno da UpSideUp, seis meses a produzir documentação, com muitos pontos de controlo e entregáveis pelo caminho. Tudo controlado lá dentro. Sem ficheiros paralelos. Sem o email de sexta-feira a perguntar em que ponto estamos.

Imagem extraída do site AYOA
O que dizem os outros, elogios e reparos.
No G2 a Ayoa tem 4,4 em 63 avaliações, e o resumo de opiniões do G2 destaca a facilidade de uso, a edição colaborativa e a gestão de tarefas dentro dos mapas.
No SoftwareFinder são 4,4 em 25 avaliações, com nota 9 em facilidade, funcionalidade, suporte e relação qualidade-preço.
A TrustRadius sublinha o mapa mental aplicado a causa e efeito e o Gantt a fechar projetos.
A própria Ayoa anuncia 4,5 em mais de mil avaliações na App Store, Google Play e Capterra.
Nem tudo são elogios, e ainda bem.
Na Capterra há quem note que as dependências não ajustam sozinhas as datas das tarefas seguintes, e quem ache o ambiente gráfico pesado na colaboração online.
A Zapier escreveu este ano que as funções de IA são das mais maduras do mercado, mas que nos testes deles não as achou especialmente úteis para preencher um mapa. Reparos legítimos, nenhum fatal.
A IA uso-a como acelerador do primeiro rascunho, não como substituto do pensamento, e nessa função entrega.
O que me prende não é uma funcionalidade. É o ritmo.
Quando sinto falta de alguma coisa, digo. Partilho com os outros embaixadores. Se o pedido for bem fundamentado, aparece. Já vi isto vezes suficientes para deixar de ser coincidência. Num mercado onde metade dos produtos nasce, faz barulho e desaparece, uma empresa que ouve e implementa vale mais do que uma lista de novidades.
Não é para toda a gente. Quem se dá bem com listas lineares encontra alternativas mais simples. Mas se pensa em imagens e está farto de saltar entre cinco aplicações para fechar um projeto, vale a experiência. Uso-a há anos e continuo a usá-la. Numa indústria com a memória de um peixe-dourado, isso já é uma opinião.
Daniel Lança Perdigão
AI Advocate
6 de agosto de 2026



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