• Daniel Lança Perdigão

Consultoria na comunicação: quem? como? porquê? para quê?

Esta é uma reflexão sobre a consultoria na perspetiva da comunicação das pessoas nas organizações.

Já lá vai o tempo em que os consultores entravam numa empresa para dar conselhos, quais seres iluminados que, supostamente, saberiam mais do negócio do que os seus próprios clientes.

Reconhecidamente a experiência variada, a utilização de especialistas

Já há em 1982, Arthur Turner publicou na HBR (a) uma reflexão sobre esta temática, apontando como propósitos tradicionais da consultoria: a) o fornecimento de informação; b) o desenho de soluções para um problema; c) a realização de diagnósticos para definir problemas; d) dar recomendações e; e) assistir à implementação, e como objetivos adicionais a alcançar: f) Definir consenso e compromissos; g) facilitar a aprendizagem do cliente e; h) aumentar a eficiência organizacional.

Nessa altura era posta em causa a apetência dos clientes para solicitar os serviços f), g) e h), no entanto já há muito que essas e outras novas áreas estão no âmbito de atuação das consultoras junto dos seus clientes.

As consultoras vão inovando e os clientes vão também tendo uma diferente abertura de espírito e uma maior receptividade, havendo forte percepção da necessidade de inovar e de se diferenciar.

Hoje em dia, felizmente, os serviços dos consultores externos são usados pelas organizações para apoiar no alcance de objetivos, quer trabalhando nas áreas atrás referidas, como também, entre outras, por exemplo no apoio ao maior desempenho individual de colaboradores e quadros, no aumento da motivação dos colaboradores ou da satisfação dos clientes.

Atualmente é possível a muitos consultores atuar de formas mais abrangentes, através da introdução de técnicas de coaching e facilitation.

Uma das áreas de atuação onde se tem revelado mais útil essa intervenção é precisamente a da comunicação.

E quando falo aqui em comunicação não me refiro à comunicação empresarial de carácter institucional mas antes à forma como as pessoas comunicam entre si, dentro da organização, e também como comunicam com o exterior, seja na venda, seja em apresentações da organização, seja perante os meios de comunicação social ou de qualquer outra forma.

Assim, para dar resposta às questões que coloco no título, diria que ter foco específico na comunicação, explorando-a nas suas várias vertentes – incluindo a visual, permite estar mais habilitado a apoiar os seus clientes a desenvolver a sua comunicação.

Em 1977 Tom Wolf referiu na HER (b) que “…a escrita (a linguagem falada) é apenas parte de uma atividade muito mais abrangente, que inclui a descodificação de símbolos, a integração de informação e a organização… que inclui a leitura de imagens, mapas, diagramas, notas musicais…”.

A comunicação abrangente, usando a voz, a escrita, a imagem e a comunicação não-verbal, em especial de formas inovadoras e frequentemente renovadas, permite alcançar um forte impacto.

Aqui aplica-se verdadeiramente a ideia de que o todo é muito maior que a simples soma das partes.

Vejam lá se não faz sentido…

Daniel Lança Perdigão, Improvement Agent / General Manager

www.upsideup.pt

Referências bibliográficas

Harvard Business Review, setembro de 1982 – Arthur M. Turner era, à data, professor em comportamento organizacional na Harvard Business School

Harvard Educational Review, agosto de 1977 – Thomas Wolfe (tradução livre da UpSideUp)

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