• Daniel Lança Perdigão

ENVOLVER… E A IMPORTÂNCIA DA LIDERANÇA

Musica maestro!


Há muitos bons exemplos e eu, agora, ao longo dos últimos meses, tenho tido contacto com um, do qual aqui deixo testemunho. Imaginem um conjunto de pessoas (que podem ainda não ser um conjunto). Todas as pessoas têm uma determinada capacidade, mas não lhe dão uso na totalidade. Essa capacidade, individualmente, tem uma determinada utilidade ou utilidades e em conjunto pode ganhar uma escala diferente. É uma coisa do tipo “a união faz a força”. O exemplo poderia ser uma qualquer empresa, poderia ser um exército, mas não, vou apenas falar-vos do pouco que tenho assistido… de fora, como espectador: um coro musical. No entanto a lição que daqui se retira pode muito bem ser utilizada para a liderança, nas devidas proporções, na vida empresarial. O líder (no caso é o maestro) identifica as capacidades e características de cada um dos elementos e atribui-lhes uma posição e uma função determinada. A cada um é dado a conhecer o seu papel e função e o papel e função dos outros. Em cada período é-lhes explicado com clareza o objetivo. E o maestro tem que saber estabelecer objetivos SMART. Ora veja-se: S de específico (Specific): cada um tem que saber exactamente o que se pretende de si; M de mensurável: aquilo que é pedido a cada um pode ser medido em termos de afinação, intensidade, ritmo, tempo e outras características muito rigorosas – coisas da música que eu não percebo; A de atingível: é fundamental que cada pessoa tenha a noção que o consegue alcançar ou que, se não conseguir, fez o melhor possível e de que forma o todo não fica prejudicado; R de relevante: cada um terá que perceber que aquilo que faz é importante para o todo e de que forma isso é percepcionado, e por fim; T de tempo (Time-framed): quer dizer que as pessoas trabalham para um determinado objectivo que deverá ocorrer numa determinada data e hora precisas. Depois o maestro tem que saber como puxar pelas pessoas, percebendo o limite de cada uma, dando permanente feedback, criticando o que está a correr mal e elogiando o que está bem, tudo isto devidamente doseado em função da resistência, necessidades e capacidades de cada um – e é fundamental conseguir ter essa percepção do individual para que o todo funcione. Ele próprio tem que ter e mostrar entusiasmo genuíno para ser seguido no empenho pelos elementos do grupo. De tal forma que se introduzir alterações de ultima hora não seja sequer questionado pelos membros do grupo… Se isto, muito abreviadamente, é assim na música, porque é que nas empresas – em que o que está em causa pode ser o lucro, pode ser a sustentabilidade ou pode mesmo ser a sobrevivência – nem sempre é assim? Porque é que encontramos na posição de líderes pessoas sem essas capacidades? Pode haver várias respostas: – porque o “líder” o é por uma questão histórica; – porque “ganhou” essa posição (indevidamente) como prémio por algo que antes fazia bem; – porque o seu superior hierárquico o escolheu assim – com receio de escolher outro melhor (que pudesse vir a ocupar a sua posição); – porque a organização mudou e o líder se manteve. Estas e tantas outras podem ser respostas para tal enigma. A verdade é que a produtividade sai a perder. Tantas pessoas com as capacidades certas… e a liderança errada! Para refletir.

Até amanhã.

Daniel Lança Perdigão Improvement Agent & General Manager UpSideUp

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