• Daniel Lança Perdigão

As contas e as polémicas do teletrabalho

O melhor é fazer bem as contas!


Era curioso perceber porque se levanta tanta polémica em relação à legislação atual sobre o Teletrabalho: https://dre.pt/dre/detalhe/lei/83-2021-175397114, em relação às alterações que entram em vigor em 1 de janeiro de 2022, em especial relativas às despesas decorrentes do teletrabalho terão de ser pagas pelas empresas, dado que foi decretada, pelo Governo, a obrigatoriedade de se fazer teletrabalho sempre que seja possível.


As empresas têm que pagar os custos do teletrabalho aos seus trabalhadores? E daí? Quanto é que vão poupar (só em energia e custos de ocupação de espaço) a médio e longo prazo se tiverem 30% ou 40% da força de trabalho em casa?

É só fazer as contas.


E quanto pouparão as empresas em viagens para reuniões fora da cidade ou fora do País? À conta do teletrabalho forçado dos últimos dois anos descobriu-se que, com umas reuniões virtuais (por Teams, Zoom ou outras plataformas), se conseguem resolver a maior parte das situações que antes levavam à realização de reuniões dispendiosas, com elevados custos de voos, hotéis, carros de aluguer, etc.

É só fazer as contas!


Ah! Mas os trabalhadores, ao ficar em teletrabalho, também poupam! Sim! No tempo (o que tem muito valor) e custo das deslocações, nas refeições fora de casa, sendo sempre mais dispendiosas e até talvez na roupa, cabeleireiro, manicura, e outras. Nem todos terão as condições ideais, obviamente, mas foquemo-nos nos que têm.

É só fazer as contas!


Alguém perde? Claro! A economia em geral! Menos refeições fora equivale a menos negócio para a restauração. Redução das deslocações equivale a menos negócio para as transportadoras (menos prejuízo?), gasolineiras, parques de estacionamento e EMEL (ou afins), entre outros. Menor superfície de escritórios ocupada equivale a menos rendas recebidas pelo setor imobiliário e menos construção de novos parques de escritórios, etc.

É só fazer as contas!


Talvez com essa(s) diferença(s) muitas pessoas e famílias possam gastar um pouco mais noutras coisas... ou ter mais equilíbrio casa-trabalho... ou menos problemas de "burnout" ou de "saúde mental" (expressões que variam com as modas).

É só cada um fazer as suas contas!


E há muitos outros impactos, muitos outros efeitos negativos e positivos que poderiam ser considerados, mas o objetivo hoje é mesmo apenas provocar a reflexão sobre este tema, pois há sempre alguém a queixar-se de algo...

E nem é preciso fazer contas!


Haja polémicas! Quanto valem as polémicas?

É só fazer bem as contas!


Então não seria bom se todos nos focássemos mais no lado positivo das coisas, na inovação e na melhor forma de tirar o máximo proveito, rentabilidade e produtividade de cada situação como esta?

Podemos fazer juntos as contas!


Daniel Perdigão

CEO - Creative Energiser Officer

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